Manhã

Acordo. Abro os olhos.
Olhos que se recusam a ver.
Visão que não condiz com o pensamento.
Penso. Não existo. Apenas sinto.
E me solto daquilo que um dia me prendeu.
Aprendo. Crescendo comigo, através de mim.
E tudo são flores.
Flores que machucam meus dedos e sangram minha alma.
Flores que, mais cedo ou mais tarde, partirão.
Ou serão levadas pelo vento para longe de mim…
Ou secarão por falta de cuidado meu.
E de novo o fantasma se acerca de mim.
Já sentindo o medo que ainda não existe, mas é presente.
Me tranco dentro de mim.
Acabo aprisionado com meu maior inimigo.
A minha própria solidão.

3 comentários sobre “Manhã

  1. Raul José Chaves disse:

    Cara muito bom, tu conseguiu arrancar lágrimas de mim. pois eu entendo o q tu sentia quando escreveu este poema. Sim, as flores partirão, e isso é a triste realidade

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