Febre

Deliro, hesito, não sinto, apenas minto
E de praxe, há quem ache que não existe encaixe
Dentro da ardência, não há clemência apesar da demência
Pois na escuridão não se vê podridão desde então
Se não há tudo, simplesmente mudo e faço meu escudo
Tu te dizes mudada, mas não resta mais nada a não ser a espada.

Não sei se herdei, se padecerei ou se simplesmente perdi
Pois na ponta do dedo, ainda existe medo se eu me esqueci
E no leva e traz, já não sou mais fugaz se enfim, eu parti
Na ironia da dor, encontro, sim, o AMOR que eu não resisti.

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