Fagulha de Esperança

Enquanto sentado, esperando solitário
Lendo versos soltos… espasmos da alma
Entra-me por palavras, novos versos em mim
Sinto a fagulha da esperança, a semente sentida
Sinto o vento de novos tempos
Apesar disso, algo aqui dentro reluta
Na incerteza de ferir-me novamente
Dia e noite ando pensando… será mesmo?
Rio sozinho, com o rio de vida nova
Ando contando os dias, as horas, até que novas palavras surjam

Minutos demoram a passar…
E me perco em meus pensamentos

Tento ser racional, tento não deixar me levar
Rabisco um canto da folha buscando resposta
A resposta é clara. Mas não pra mim
Guardo cada detalhe, guardo cada palavra
Anseio por buscar um sinal, um significado

Entretanto, não posso me precipitar
Sozinho, meu coração calejado alerta-me
Preciso dar um passo de cada vez, pois não conheço as pedras
E as pedras em meu caminho são muitas
Rebatem contra meu peito, mas sou forte
Antes chorei, agora sorrio
Na esperança de que os dias felizes chegarão
Consigo. Posso. Serei.
A vida chama. E ela tem nome. Sim, ela tem.

Apenas Um Sonhador

Procuro no escuro não mais chorar
E que as luzes, e que as cruzes
Deixem-me, por ora, navegar
O momento do tormento, libertado
Não há mais dor, por onde quer que eu for
Me sinto, distinto acordado

Traga flores, sem temores e vem comigo
Na imensa alegria de tua companhia
Encontre, por onde, talvez um amigo
Mas se brota nesta rota o sentimento
Cultiva o amor, frutifica o sabor,
O prazer de lhe trazer contentamento

Se me precipito no precipício do amor
Me espero novamente como o zero
Que sozinho, no espinho, não tem valor
Anseio distraído instiga-me lentamente agora

Reluto por temor. Sou apenas um sonhador.