Dica de Som: Maglore

Olá pessoal! Depois de algum tempo sem postar sobre as bandas que ouço, volto com uma banda lá de Salvador (BA) que anda fazendo um rock de muita qualidade.

Formada em 2009, a banda é composta por Teago Oliveira (voz e guitarras), Léo Brandão (teclado e guitarras), Nery Leal (baixo) e Igor Andrade (bateria) traz referências da MPB e do pop britânico, sempre com aquela boa levada do rock brasileiro.

A Maglore é a primeira banda contratada pelo Melody Box, uma espécie de rede social que aproxima fãs, músicos e patrocinadores. Inclusive, na página da banda no Melody Box, é possível ouvir e baixar gratuitamente o CD Veroz, com direito a faixas bônus e tudo mais!

Como sugestão pessoal, destaco as faixas Demodê (com uma levada muito bacana), A Sete Chaves (rock + gaita soa muito bem!) e Lápis de Carvão.

Pra conferir sempre as últimas informações da banda, como agenda e lançamentos, é só ficar atento ao Twitter deles.

Pra fechar, fica o clipe de Demodê! Até a próxima, e bom som!

Dica de Som: Destemido Walace

Olá pessoal! Hoje temos aqui mais uma dica de som pra vocês curtirem. E o desse mês é simplesmente fantástico. Com um nome um tanto atípico, e uma sonoridade com pitadas de regionalismo, regada a muito rock, lhes apresento o Destemido Walace.

Formada por Duda Nascimento (Voz / Violão), Rodrigo Bastos (Bateria), Tiago Cazuza (Teclados / Voz), Oto Ayres (Guitarra), Fernando Dante (Baixo / Flauta) e Felipe Noro (Percussão), a banda tem seu berço no Rio de Janeiro. Começou em 2007, a princípio apenas para tocar na festa de um amigo e em 2008 entraram no estúdio com o intuito de compor. Suas letras contam histórias daquelas de ouvir atentamente e colocar pra repetir. Acho que nada melhor do que colocar a própria descrição do Myspace da banda pra descrever o universo do Destemido Walace, segundo o jornalista Alex Gomes:

“Destino de Destemido é se ver frente a frente com o perigo e conduzir-se mesmo desprevenido, intuição e primitivo. Saca a viola, faz um hino, verdade e compromisso, que mesmo o cabra mais bandido há de respeitar. Se tiver que lhe roubar, não será o seu sorriso, a luz da vida nos olhos aflitos, porém dirigidos. Porque cabra ardiloso tem respeito consigo quando vê um destemido. Se não for o passante um assassino não leva dúvida que viu a viola e cantador marcado para o ofício. Alguém tem que cantar aquilo. Alguém te que se lembrar de outros destemidos com ele se reunindo. Porém atente a lingüística, destemido não é desaforo ou desatino. Destino, maldito destino. Corações Partidos. Amor sempre complica a vida de um destemido. Porque sendo coisa forte que move o mundo não há de passar despercebido. Todos precisamos de um som para isso. Porém destemido tanto é quem combate antecipando o mau destino, ou o que vence o vento à força de mil gemidos ultramarinos. Planta semente contida num verso, a verdade em cada um escrita. Destemido sempre lhe terá um conselho para não ser vendido. Um ombro amigo. Para um bom destino. E qual será o som disso?”

Se é pra indicar alguma coisa pra começar a ouvir, sugiro sem sombra de dúvida, o conto em forma de música A menina, a flor e o camponês. Mas merecem o mesmo destaque também Gari, Declaração de Amor (Próprio)Se Deus Quisesse e Zara. Sem contar a memorável interpretação de Geni e Zepelim do grande Chico Buarque.

Atualmente encontram-se em estúdio preparando um disco, então podemos esperar coisa boa vindo por aí!

Pra quem quiser conhecer o som dos caras, é só entrar no Melody Box deles e conferir algumas músicas. Ainda tem a página no Facebook, o Twitter e o site oficial. Deixo pra vocês um clipe de Declaração de Amor (Próprio).

É isso então, pessoal! Espero que curtam a dica!

Dica de Som: Galldino [Twítticas]

Olá pessoal! Hoje vou dar a dica de som de um cara que admiro muito o trabalho: o violinista / violonista / cantor Galldino!

Pra quem não o conhece, Galldino é violinista no grupo O Teatro Mágico e também tem sua carreira solo, tendo lançado os álbum OctOpus e Twítticas. E é exatamente sobre este segundo que comentaremos neste post.

Twítticas, lançado hoje, surgiu da ideia de fazer música que falasse a linguagem do mundo atual, mas que soasse doce aos ouvidos, harmoniosa. O nome do álbum vem do nosso tão conhecido Twitter, o qual serviu de fôrma para várias canções do álbum (não se resumindo totalmente a ele). O uso dessa ferramenta, por assim dizer, objetiva refletir nosso tempo, onde muitas vezes sentimentos e ideias correm rápidos, e muitas vezes limitam-se aos poucos 140 caracteres.

Além disso, Twítticas não soa banal. Seus arranjos poderiam tender ao eletrônico (presente em algumas passagens a la beat box), mas acabam por refletir as diversas influências que Galldino possui, passando por nuances que remetem até às sonatas de Bach.

E em tempos de SOPA, PIPA e ACTA, temos Twítticas livre para download. É o álbum convergindo às novas ideias desde a sua concepção até a distribuição.  É a música livre mostrando sua face. Mostrando que, sim, é possível fazer um projeto independente de sucesso.

Este post é publicado em paralelo ao lançamento do álbum. Você pode ir até o site do Galldino e baixar, não só Twítticas, mas também OctOpus.

Por fim, deixo-lhes o clipe de Vejam, que faz parte deste trabalho Twítticas. E, seguindo a HashTag que Galldino costumeiramente utiliza em seus tweets, #Ama_a_vida_segue!